segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Em construção: Opel 10-12 Renwagen 1903 minitura nº 42

Neste novo projeto vou retratar mais um carro de corridas centenário, sendo este o mais antigo modelo que vou construir até então (superando o Darracq 200 hp Sprint Special 1905). Nesta miniatura que será de altíssimo nível de dificuldade, vou retratar toda a parte mecânica do carro, e procurar utilizar os mesmos materiais de época na construção (latão, madeira, metal e outros). O Opel 10-12 Renwagen (carro de corrida) remonta ao início das corridas de automóveis pela Europa. A denominação 10-12 provem da potência do motor 10 Kw ou 12 Hp, o que era muito utilizado na denominação dos carros na época.

O Carro:


A miniatura em construção:

Construindo o chassis: O chassis foi feito com alumínio, resina epóxi, arame galvanizado e tubos de plásticos de diferentes espessuras. 

Construindo o chassis: O chassis foi feito com alumínio, resina epóxi, arame galvanizado e tubos de plásticos de diferentes espessuras. 


Na construção do chassis, devem ser previstos todos os encaixes das peças e medidas. O chassis do Opel tinha dois níveis, e a miniatura será construída como o carro original. Esta parte do chassis é o nível inferior, onde fica alojada a mecânica do carro (suspensões, motor, câmbio e diferencial).

Na construção do chassis, devem ser previstos todos os encaixes das peças e medidas. O chassis do Opel tinha dois níveis, e a miniatura será construída como o carro original. Esta parte do chassis é o nível inferior, onde fica alojada a mecânica do carro (suspensões, motor, câmbio e diferencial). 


Visão lateral do chassis. 

No chassis já estão montados parte do sistema de freios (barras acionadoras dos freios, que eram somente traseiros)

Visão superior do chassis. 

Visão inferior do chassis. 

Visão inferior do chassis. 

Construindo a suspensão dianteira: a suspensão dianteira, que forma um único conjunto: Eixo, feixes de molas, pivôs das rodas e barra de direção parte inferior. 

Construindo a suspensão dianteira: a suspensão dianteira, que forma um único conjunto: Eixo, feixes de molas, pivôs das rodas e barra de direção parte inferior. 


Construindo a suspensão dianteira: a suspensão dianteira, que forma um único conjunto: Eixo, feixes de molas, pivôs das rodas e barra de direção parte inferior. 


Construindo a suspensão dianteira: a suspensão dianteira, que forma um único conjunto: Eixo, feixes de molas, pivôs das rodas e barra de direção parte inferior. 


Construindo a suspensão dianteira: a suspensão dianteira, que forma um único conjunto: Eixo, feixes de molas, pivôs das rodas e barra de direção parte inferior. 


Construindo a suspensão traseira: feixes de molas traseiros e jumelos de apoio dos feixes de molas.

Construindo a suspensão traseira: feixes de molas traseiros e jumelos de apoio dos feixes de molas.

Chassis com as suspensões traseira e dianteira montadas, para aferir o ajuste das peças. Todas as peças são desmontáveis para facilitar a pintura e a montagem. 

Chassis com as suspensões traseira e dianteira montadas, para aferir o ajuste das peças. Todas as peças são desmontáveis para facilitar a pintura e a montagem.





Aguardem os próximos posts onde estarei mostrando mais da construção do Opel. 

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Grandes pilotos do passado: Achille Varzi


Neste post vou falar um pouco de mais um dos grande pilotos Italianos do passado, e que pilotou alguns dos carros que retratei em miniatura.

Achille Varzi nasceu na Itália em 8 de Agosto de 1904 em uma família rica e influente do ramo têxtil. Varzi iniciou sua paixão pelos esportes de velocidade, correndo com motocicletas a partir do ano de 1922. Seu irmão mais velho Angel já corria com as motos antes dele. Com uma carreira fulminante no motociclismo, competindo em várias categorias, desde 1924 participou de várias provas contra o que seria o grande amigo na vida pessoal e rival nas pistas Tazio Nuvolari.  Em 1929 graduou-se campeão absoluto da categoria 500 com uma Sunbeam M90 racer. Quem levou Varzi para as corridas de automóveis foi Tazio Nuvolari, que o fez adquirir uma Bugatti Tipo 35C para correrem juntos. Passados alguns meses, Varzi adquiriu o Alfa Romeo P2, que havia pertencido a Giuseppe Campari. Após quatro vitórias expressivas em grand-prix com uma Bugatti tipo 51, ele foi contratado por Enzo Ferrari para competir pela equipe da Alfa Romeo. A partir deste período as comparações com Nuvolari eram inevitáveis, devido as surpreendentes performances dos dois pilotos. Os jornais esportivos da época contribuíam para acirrar esta disputa. Houve disputas históricas entre os dois, como nas Mille Miglia de 1930, quando aproximando-se à noite, Varzi vindo atrás de Nuvolari, apagou os faróis e fez uma ultrapassagem que deixou até Nuvolari surpreso ! Em 1933 no Grand-prix de Mônaco, foram travados duelos memoráveis entre os dois pilotos, com múltiplas ultrapassagens. Em 1934 Varzi pilotou o mais novo carro monoposto da Alfa Romeo o P3. Na temporada de 1935, Varzi abandonou a Alfa Romeo e foi correr com a equipe Alemã da Auto-Union, pilotando o Auto Union Type C projetado por Ferdinand Porsche. Isto de certa forma foi encarado pelos fãs Italianos uma traição. Algumas semanas após entrar para a equipe Alemã, ele sofreu um ataque de apendicite, o que o levou a abandonar algumas importantes provas do calendário naquele ano. Para não estragar de início sua carreira na equipe, a sua amante alemã Ilse Hulbitsch aconselhou-o a utilizar morfina para amenizar as dores e poder competir. Esta saída não o ajudou, levando-o a baixar o desempenho nas pistas e ter vários problemas comportamentais, o que acabou levando ao rompimento do contrato com a Auto-Union. A relação com sua amante Ilse que era esposa do piloto Paul Pietsch foi um escândalo amplamente explorado pelos tabloides da época. Varzi rompeu com Ilse, e em 1938 foi realizar um tratamento de desintoxicação em uma clínica nos Apeninos. Neste meio-tempo a Alfa Romeo Chamou o piloto para integrar novamente a equipe Italiana. Casou-se com Norma Colombo em 1940, e parecia que a segunda guerra mundial iria contribuir para o afastamento das pistas. Em 1946 Varzi voltou novamente a ativa, foi vencedor em Turim, e novamente em Bari. O ano de 1948 seria trágico para Varzi, pilotando uma Alfa Romeo 158 Alfetta em 1º de Julho durante os treinos para o Grand-prix de Berna, com a pista molhada, Varzi perdeu o controle na curva e capotou, vindo a falecer instantaneamente no acidente, encerrando assim a carreira de um dos mais brilhantes pilotos de sua época.



Achille Varzi em foto de 1928


 
Bugatti Tipo 35 primeiro carro de corrida pilotado por Varzi


Alfa Romeo P2, o carro que ele adquiriu de Giuseppe Campari

Alfa Romeo P3
Auto-Union Type C

Alfa Romeo 158 Alfetta, carro com o qual Varzi sofreu o acidente fatal.